História



O São Bento Futebol Clube foi fundado em 4 de dezembro de 1918 por Moisés Ribeiro de Castro, Philadepho Corrêa e possivelmente também por Berlamino Malachias – este último, o doador do terreno para o a construção do estádio Maria Pena. O clube carregou este nome até fins da década de 40, quando Antônio Federracha reestruturou o que viria a se chamar, a partir de então, São Bento Esporte Clube.


A história do São Bento se confunde com a de Itapecerica. No início dos anos 50, no momento em que a cidade começava a estruturar-se do ponto de vista industrial, urbano e social, o Leão da Colina montou verdadeiros esquadrões. Nessa época, a hegemonia local foi tão intensa que os treinos do clube eram grandes jogos e confrontos contra equipes locais eram sinônimos de goleadas esmagadoras. Protagonizou grandes duelos amistosos contra clubes importantes, como o América Mineiro e o Botafogo-RJ. Às vésperas da Copa do Mundo de 1970, o astro da Seleção Brasileira e do Cruzeiro Piazza atuou pelo alvirrubro em amistoso contra um combinado formado por jogadores da cidade de Bom Despacho.


No âmbito local, neste mesmo período, sob a classe de jogadores históricos como Dinga (considerado por muitos o melhor jogador da história do São Bento e de Itapecerica), Geraldinho, Raimundo, Jair e Luizinho Federracha (o maior artilheiro da história do SBEC), o São Bento conquistou a maioria dos seus títulos itapecericanos. Seu maior rival, o União Esporte Clube, e o Independente não possuíam forças para competir contra o clube da Colina que, para muitos, atingiu naquele momento um patamar de profissionalismo até então não experimentado no futebol local e jamais repetido posteriormente. Entre 1950 e 1975, quando o Campeonato da Cidade era feito no formato “melhor de 3”, o São Bento conquistou incríveis 23 títulos, sendo 20 deles consecutivos. 

O fim da hegemonia alvirrubra terminou em 1976, quando ficou com o vice-campeonato diante do União, que venceu as duas partidas por 1 a 0 e 2 a 1.


Nos anos 80, devido ao fechamento do União, a recém fundada Associação Atlética Boaviagense tornou-se o maior adversário do Leão naquele período. Na época, as equipes de Itapecerica disputavam o Campeonato da Cidade contra clubes convidados de municípios vizinhos, como o Flamengo e o Fluminense de Pedra do Indaiá. Também devido ao recesso do rival, foi nessa época em que o São Bento recebeu em seus quadros os maiores ídolos da geração mais vitoriosa do Galo Tricolor, como o centroavante Marcão, o meia Zofa e os zagueiros Danga e Beto.

Em dezembro de 1991, recém fundada, a Liga Itapecericana de Futebol Amador (LIFA) passou a organizar os campeonatos da cidade que, antes, ficavam a cargo dos clubes. Os primeiros anos da década de 90 marcaram a geração que venceu o Bicampeonato da Cidade: conhecido como "Carrossel Vermelho e Branco", sob a presidência de Nilson Ribeiro e com Miltinho à frente do comando técnico, o esquadrão fez história com um futebol bonito e contou com craques como Dinamite, Onildo, Mundinho, Carlos Fernando, Marquinhos, Leco, Taquinho, Zanata, o polêmico Maradona, dentre outros. Posteriormente, em 1997, o São Bento Esporte Clube também conquistou o primeiro título regional do futebol itapecericano e, em 2000, voltou a ser Campeão da Cidade.


Entre 2001 e 2011, devido às más administrações que enfrentou e também em virtude da não realização de campeonatos, o São Bento teve um longo jejum de títulos. A partir do ano de 2010, sob o comando técnico Jonas D’Alessandro e Genildo Fernandes, o Leão da Colina voltou ao protagonismo no futebol de Itapecerica no ano de 2012, com o título invicto do Campeonato da Cidade e o bi campeonato do Torneio Regional. Voltou a fazer parte das decisões de 2013 e 2014, mas acabou ficando com o vice nas duas oportunidades contra a emergente e forte equipe de Lamounier, com quem, a partir daí, começou a alimentar uma forte rivalidade. Em 2015, o Bentão não chegou a disputar finais.

O ano de 2016 devolve ao São Bento Esporte Clube e à torcida a alegria de quatro anos antes. Com Alexandre Reis na presidência, Antônio de Fátima Ribeiro na direção do futebol e Jonas D’Alessandro no comando técnico, o Leão da Colina foi campeão invicto de Itapecerica não só na categoria dos Titulares, como também nos Aspirantes. Os Titulares tiveram o melhor ataque, a melhor defesa, o melhor jogador do campeonato (Luis Fernando), o artilheiro da competição (Lucas) e o goleiro menos vazado (Jader). O Leão levantou os troféus de campeão em casa, no estádio Maria Pena, no dia 4 de dezembro de 2016, aniversário do clube. Depois disso, os Aspirantes ainda deram sequência a um período de quase 3 anos sem derrotas, entre 2016 e 2018.

Em 2017 (nos pênaltis), o São Bento foi derrotado pelo União na final. Em 2018, ano de seu centenário, o Leão da Colina acabou ficando fora da decisão.

Com a pandemia do Coronavírus, o futebol de campo em Itapecerica acabou restringindo-se apenas aos campeonatos rurais.

Seu maior rival é o União Esporte Clube. O São Bento possui larga vantagem nos confrontos diretos. O time do bairro Arranca-Toco foi fundado 20 anos depois do São Bento, chegou a ganhar dois campeonatos nos anos 50, mas esteve em jejum contra o Leão da Colina entre 1956 e 1976. Nos anos 2000 e 2010, os dois clubes deixaram de bipolarizar o futebol local devido ao crescimento da Boaviagense e do Lamounier. Contudo, no ano de 2012, após 13 anos, voltaram a decidir o certame municipal. No embate, o São Bento saiu vencedor e quebrou seu hiato de títulos itapecericanos no Século XXI.

Ao logo de sua história, o São Bento Esporte Clube teve algumas torcidas organizadas, como "Coração de Leão", "Fúria Jovem", "Maré Vermelha", "Leões da Fiel, louca demais" e "Raça Pura".

Observação: A primeira, a segunda e a quarta imagem acima foram restauradas por Inteligência Artificial (Gemini), sendo que a terceira e a quinta foram geradas a partir de imagens reais.

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